Edição 2018 em e-paper
 
 
Jornal de Negócios
Nova Pesquisa
     
   
   
   
  Início
  Editorial
   
 
   
 
 
 
 
De Olhos Postos no Futuro 15-02-2018
Fotografia A capacidade das sociedades de advogados se adaptarem às exigências jurídicas dos diferentes ciclos da economia ajuda a explicar quer a resiliência, quer a capacidade para crescer que o sector tem demonstrado. É, felizmente, nesta segunda fase que o país se encontra. O ano tem tudo para ser promissor para a advocacia.
O turismo e o imobiliário, que têm sido motores do crescimento, prometem continuar a gerar negócio para as sociedades de advogados. Mas não só. O maior dinamismo da economia, ajudado pela melhoria da imagem externa, continuará a trazer mais investimento estrangeiro. Por outro lado, o menor aperto financeiro será indutor de uma maior actividade de consolidação nas empresas.
A advocacia desempenha aqui um papel fundamental. A disponibilidade de apoio jurídico profissional e competente é essencial para dar segurança aos agentes económicos. É, entre outros, um factor decisivo na competitividade do país.
Nesse papel, o sector enfrenta importantes desafios. A transformação digital impõe alterações profundas nos modelos de negócio, que tanto são uma ameaça como uma oportunidade. As firmas que forem capazes de tirar partido das novas tecnologias, como a inteligência artificial, conseguirão responder de forma mais eficaz às necessidades dos clientes e, por essa via, tornar-se mais competitivas. A actual conjuntura positiva é o momento ideal para preparar a sustentabilidade futura.
A própria digitalização traz consigo todo um novo acervo de regulação, em cuja definição e adopção as sociedades de advogados terão de ser protagonistas. O país conta com elas não só como peça-chave do sistema judicial na garantia da liberdade e direitos dos cidadãos, mas também como indutoras das melhores práticas junto dos clientes.
Os últimos anos acrescentaram ao currículo das firmas de advocacia provas de uma notável capacidade de adaptação. A forma como souberam procurar no estrangeiro o negócio que faltou em Portugal é disso uma demonstração. O que acalenta a expectativa de que as sociedades saberão estar à altura dos desafios que se adivinham. ...In Anuário 2018
Ver documento Documento
 
Voltar